6.7.06
Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Não sei de quem é esse texto, li num fotolog e recortei esse pedacinho aí que diz muito do meu momento.
Aliás, dizia.
Porque depois de algumas atitudes alheias, tomei a coragem de desistir dum "amor platônico", se é que é possível escrever amor entre aspas.
Sem perdão, rasguei e joguei fora. A incerteza desse "talvez" me perturba tanto, que é melhor deixar pra lá.
Coração limpo, mente aberta. Seguindo meu caminho!